8 de abril de 2013

Sem fronteiras: A importância de aprender um segundo idioma na busca por um futuro promissor

Texto: Marina M. Corte
Imagens: Rodrigo W. Blum


A esperança de conhecer os Jonas Brothers foi o que levou Daniela Scheuermann Celada, na época com seis anos, a começar o curso de inglês no Unilínguas. Hoje, prestes a completar 15 anos, a estudante enxerga benefícios muito mais práticos em falar uma segunda língua que conversar com uma boy band.

Andreas, irmão de Daniela, também começou a cursar o idioma cedo, aos oito anos. “Na época, não entendíamos muito bem por que era importante, mas fomos crescendo e entendendo”, conta o estudante de 16 anos. “Hoje, usamos o inglês em todo lugar.”




“A gente sempre os incentivou”, afirma Heide Scheuermann Celada, mãe dos estudantes. “Está surtindo efeitos, está dando resultado.” Os resultados se confirmaram em testes de proficiência internacionais. Daniela recebeu o diploma PET (Preliminary English Test) no nível B1 e Andreas tem nível B2 no mesmo teste, além de ter passado também no FCE (First certificate in English). Além deles, outros seis alunos adolescentes do Unilínguas estão com um dos certificados em mãos.

A coordenadora pedagógica e professora do Unilínguas, Ruth Barkmeyer, explica o que é este tipo de teste: “É uma classificação de conhecimento praticamente mundial, uma avaliação que nivela. Assim, empresas e universidades sabem qual é o nível de conhecimento do candidato”.

Heide exemplifica: “É muito fácil um candidato dizer que fez o nível ‘Intermediário 1’, mas o contratante não sabe até onde vai o inglês dessa pessoa. Essa classificação dá uma noção para a empresa, porque pré-define o que cada classificação atribui”.

J.U – Como é o curso de inglês do Unilínguas?
Daniela – Sempre fiz aqui e não penso em mudar. Gosto bastante.
Andreas – Eu estou há quase nove anos no Unilínguas.
Heide – Quando fui atrás de um curso de inglês, pesquisei vários, inclusive o mesmo que eu havia feito. Mas as aulas eram sempre duas vezes por semana, uma hora só. É pouco! Acho que se tu aglomeras mais tempo naquela língua, naquele conteúdo, naquela tarefa, tu consegues agregar mais para ti. E aqui a oferta é essa: a tarde toda. No início eu fiquei receosa, mas a Ruth me explicou que era lúdico. E eles gostaram. No primeiro ano eu trouxe eles até a porta do Unilínguas, mas depois eu deixava eles lá na frente da Unisinos e eles vinham sozinhos. Eram uns toquinhos, mas vinham.

J.U – Aprender outro idioma sempre foi uma prioridade para vocês?
Daniela – Sim. Sempre nossos pais nos colocaram que é muito importante.
Andreas – Eu estou fazendo técnico em mecânica. Depois, na engenharia, tem muitos livros que são em inglês; os melhores, pelo menos. Então, eu vou precisar.

J.U – Em que momentos, além das aulas, vocês costumam ter contato com a língua?
Daniela – No meu cotidiano, sempre procuro entrar bastante em contato com a língua. Nos filmes, por exemplo. E escuto muitas músicas em inglês. Tenho bastante facilidade para entender. Eu quero me formar em Relações Internacionais, então é muito importante falar uma segunda língua. Tenho vontade de cursar outros idiomas também, como o espanhol e o alemão, porque sou apaixonada por línguas. Vai fazer toda a diferença para mim. Eu amo vir para para o Unilínguas.
Andreas – É melhor que ir para a aula (risos). Não acaba se tornando maçante porque tu gostas.
Heide – São pilhas e pilhas de livros em casa. A Daniela devora livros. No início, quando começou a ler o primeiro livro, ela chegou para mim e disse “mãe, tinham umas mil palavras lá dentro que eu não sabia”. Mas tudo ela foi atrás e buscou no dicionário. Assim tu amplias o teu vocabulário de uma forma astronômica. Não só o vocabulário literal, mas as gírias também. Uma vez o pai dela mandou uma mensagem para ela em inglês e ela não estava muito a fim de responder. Aí eu disse “responde, mas responde de outro jeito”. Como ele está acostumado com aquele inglês clássico – porque na empresa não se usam gírias – ele não entendeu quase nada que ela respondeu (risos). Então, foi até cômico isso, e ela dava risada, né?
E o Andreas tem os jogos. Teve épocas que ele andou jogando com pessoas do exterior. Às vezes ele falava, às vezes digitava. Então, tudo isso colabora. São diversos estímulos. Eles tiram as legendas dos filmes. É tudo em inglês.

J.U – Vocês pensam em fazer um intercâmbio?
Daniela – Eu, sim. No início do ano que vem vou para a Europa. Sou encantada pela Inglaterra! Tenho bastante interesse nisso, porque adoro inglês e acho que, no mundo cada vez mais globalizado que a gente vive, é muito importante falar outra língua.
Andreas – Eu também tenho bastante interesse em ir para a Inglaterra ou Irlanda, esses lugares bem legais.
Heide – O intercâmbio é o presente dela de 15 anos. São 30, 40 dias com aulas de inglês pela manhã e passeios para aplicar aquilo que eles aprenderam em atividades sociais à tarde. Ela disse “mãe, eu vou aproveitar muito mais do que ir para a Disney”.

J.U – O objetivo de estar fazendo o curso é mais profissional ou mais pessoal?
Andreas – Os dois. Eu prefiro o inglês ao português. É até mais fácil. Não tem acento! (risos).
Daniela – Eu acho que ter um segundo idioma garante tanto o sucesso profissional quanto o pessoal.

J.U – Vocês se sentiram preparados para a prova?
Andreas – O PET eu achei bem fácil. Eu estava confiante. Pensei “vou fazer e tirar de letra” (risos), porque eu tinha estudado, tinha me preparado. Agora, o FCE eu acabei dando uma relaxada durante o ano, então não estava tão confiante. Mas passei também. Não fui tão bem, mas passei.
Daniela – Eu achei muito fácil! Tanto que em todas as partes da prova eu fui colocada como “excepcional”, menos na parte escrita, porque me excedi no tempo e não consegui terminar de escrever. Eu fiquei assustada, achei que não iria conseguir ir bem, mas no final acabei passando com mérito.

J.U – Como é a rotina de estudos de vocês?
Daniela – Eu não chego a pegar os livros para estudar, ler as coisas, porque tenho muita facilidade, não sinto necessidade. Mas acho que todos os dias eu acabo estudando, porque estou muito em contato com a língua. Eu leio muitos livros em inglês. Se eu tiver a opção de escolher ler em português ou inglês, eu escolho em inglês, porque gosto muito mais e já estou acostumada.
Andreas – Eu não leio tanto (risos).

J.U – Heide, sempre foi uma prioridade sua que eles fizessem o curso?
Heide – Foi. Foi, porque eu acho que é uma realização pessoal e, hoje em dia, a segunda língua é necessária. Qualquer emprego pede uma segunda língua. Então, para eles terem uma colocação profissional melhor, a gente sempre incentivou uma segunda língua. No início, eles não estavam entendendo o porquê, mas depois, com o tempo, eles foram vendo que havia necessidade. O pai deles, Oscar Celada, fala inglês todos os dias também, na empresa que ele trabalha é preciso (Oscar é engenheiro mecânico). Quanto mais tu vais subindo dentro de uma empresa, mais as exigências vão aumentando e a necessidade da segunda língua é ainda maior. Se tu tens uma segunda língua, até uma terceira língua, isso te possibilita uma ascensão bem mais rápida e maior dentro de uma empresa. Em função disso, para que eles tivessem uma qualificação melhor, um grau de instrução melhor, a gente sempre incentivou isso.

J.U – A senhora também fala inglês?
Heide – Eu falo, mas não tão bem quanto eles. Eu fiz todo o curso de inglês, só que não pratiquei mais. Eu me dediquei para cuidar deles e para a minha profissão (advogada), então eu acabei deixando o inglês de lado. Mas agora com eles retomando esta questão toda, a gente acaba voltando, né? É como andar de bicicleta, tu não esquece mais.

Confira os nomes dos outros seis alunos que também receberam os certificados:

Brunno Marzari Caprioli – FCE;
Carlos Henrique Westermann – PET;
Clarel Fernando Ely Júnior – PET;
Eduarda Luckemeyer Banolas – PET;
Maria Eduarda Pontes Tesser – PET;
Rodrigo Scholz – PET. 

 http://www.juonline.com.br/index.php/universidade/08.04.2013/sem-fronteiras/2d94


  
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