23 de maio de 2011

O mapa da pesquisa confiável da internet

Um guia para fugir das ciladas e encontrar informação relevante no universo virtual, com lições sobre o que, como e onde pesquisar ajuda a melhorar a qualidade de suas buscas virtuais.
No início deste ano, NOVA ESCOLA promoveu encontros com um grupo de professores para entender como os docentes procuram informação para suas aulas na internet. De modo geral, os educadores recorreram a dois campeões de audiência. O Primeiro, nenhuma surpresa, é o Google, líder no ranking de sites de busca, preferido por 92% dos usuários Brasileiros. O segundo é a Wikipédia, enciclopédia colaborativa que atingiu, em fevereiro deste ano, a impressionante marca de 17 milhões de verbetes (680 mil deles em português). Em termos de abrangência e agilidade, não há como competir com esses oráculos de vida moderna. Entretanto, quando o assunto é informação confiável, é preciso tomar alguns cuidados — não apenas nesses dois sites, mas em todo o ciberespaço. A seguir, um guia com lições sobre o que, como e onde pesquisar ajuda a melhorar a qualidade de suas buscas virtuais.
Identificar a informação confiável
Algumas pistas que indicam se a informação é digna de crédito estão no próprio texto. A primeira delas: o autor está identificado? Se está, é sinal que ele se responsabiliza pelo que escreveu. Verifique também se a pessoa é especialista no tema. Notoriedade não garante a veracidade, mas transmite mais respaldo ao escrito. Quando o assunto é educação, uma busca pelo currículo acadêmico na Plataforma Lattes (lattes.cnpq.br) ajuda a mostrar o que, de fato, o autor produziu. Outro caminho é verificar o cuidado no uso da língua. “um site que não respeita as regras básicas do idioma demonstra desleixo com a apresentação dos dados”, diz Luciana Maria Allan, diretora-técnica do instituto crescer, em São Paulo, entidade especializada em estratégias de aprendizagem no mundo digital. Confira também as provas de veracidade da informação, que demonstra autenticidade do que se diz: há relatos e testemunhos? Os entrevistados têm nome e sobrenome, ou então escondidos sob expressões como “especialistas afirmam”? Por fim, é preciso atentar a data de publicação. Mesmo acontecimentos históricos estão sujeitos a revisões e novas descobertas, o que pode invalidar explicações antigas.
Avaliar a qualidade das opiniões
Fala-se muito na necessidade de distinguir informação de opinião. Mas, na prática, essa é uma tarefa das mais difíceis, já que a linha que separa uma coisa da outra, na maioria dos textos, não existe. “Quem redige toma decisões em larga medida subjetivas, influenciadas por suas posições pessoais, seus hábitos e suas emoções”, reconhece o Manual da Redação do jornal Folha de São Paulo. Ainda assim, vale evitar textos fortemente adjetivados. Com essa regra, opiniões devem estar baseadas em argumentos e evidências. Perceber os interesses do autor também é fundamental. É ingênuo pensar, por exemplo, que um fabricante de remédios trará dados imparciais sobre seus produtos. Sobre o posicionamento do autor, note o seguinte: ele se distancia das fontes com expressões como “segundo” e “de acordo com”? Abre espaços para opiniões contrárias, contestações e dúvidas sobre as conclusões? Em debates ou em questões não plenamente desvendados pela ciência, isso é essencial.
Questionar o primeiro resultado do Google
Os detalhes de como o Google ranqueia os sites durante uma busca são mantidos em sigilo. Sabe-se  que a lista se baseia numa formula com dezenas de variáveis, como o número de acessos e a quantidade de links apontando para a página. Como a confiabilidade não é uma preocupação central, algumas empresas contratam especialistas em programação para turbinar sua posição na lista. A revista exame de 6 de abril ilustrou essas artimanhas com um exemplo: ao digitar “cirurgia plástica no Google, o site de Ivo Pitanguy — uma das maiores autoridades na área — aparece apenas no final da terceira página de resultados. No topo, médicos em início de carreira e empresas que financiam intervenções estéticas. Moral da história: o primeiro nem sempre é o melhor, muito menos o mais crível. Para encontrar o que deseja, pode ser necessário clicar em vária páginas — ou ainda, refinar a forma como se busca a informação.
Extrair o máximo de sua pesquisa
O próprio Google ensina a sofisticar suas investigações. Na página inicial, se você clicar em “pesquisa avançada”, encontrará opções de busca com todas as palavras digitadas, apenas no idioma escolhido, por tipo de arquivo (.doc, .pdf)  e assim por diante. Na maioria das vezes, não é preciso ir tão longe. Basta digitar as palavras buscadas entre aspas — a pesquisa só trará páginas em que elas apareçam juntas. Para dar uma ideia, os termos Educação especial, sem aspas, retornam 6 milhões de resultados. Com elas “apenas” 1,1 milhão. Outra estratégia é filtrar os resultados pelos sites que você já sabe que são confiáveis. A forma mais simples de fazer isso é digitar a expressão entre aspas e, em seguida, o nome do site. Por exemplo, a busca “Jean Piaget” “nova escola” retorna principalmente reportagens da revista sobre o pesquisador suíço. 
Usar a Wikipédia com sabedoria
Não dá pra ignorar a utilidade da Wikipédia, mas é preciso utilizá-la com cuidado. Como são os próprios internautas que alimentam seu conteúdo e não existe uma checagem oficial feita pelo site, pode haver informações erradas. Para se prevenir, a enciclopédia desenvolveu uma política de verificabilidade, cujo preceito principal é que os verbetes devem conter as referências de onde a informação foi tirada — revistas, jornais, periódicos científicos etc. Quando os artigos não possuem essas citações (indicadas no fim da página como “notas e referências”), internautas podem sinalizá-los com uma marcação antes do texto: “Esta página ou seção não cita nenhuma fonte ou referência.” Olho aberto para artigos com esse e outros símbolos, como “artigo controverso” (para textos excessivamente parciais) e “artigo ou seção que podem conter informações desatualizadas”. Para saber como determinado verbete chegou a sua forma atual, clique em “ver histórico”, na parte superior da tela, onde estão todas as mudanças feitas no texto.
Recorrer a bases e fontes conhecidas
A palavra-chave aqui é a checagem da informação. Se ela esta na base de dados de uma universidade ou faz parte de uma publicação acadêmica, provavelmente, passou pelo crivo de especialistas no tema. Se está num meio de comunicação respeitado, passou ao menos pela checagem do editor. Lúcio França Talles, professor da Universidade de Brasília (UnB), alerta para o uso do popular Yahoo Respostas, em que os textos dos internautas não passam por nenhuma conferência. Melhor recorrer ao Google acadêmico (scholar.google.com.br), que busca resultados apenas em livros e periódicos universitários, ao Scielo (scielo.br) e ao portal de periódicos da Capes (periodicos.capes.gov.br), bibliotecas virtuais com artigos, livros, enciclopédias e obras de referência. Para os alunos, vale indicar a respeitável Enciclopédia Britânnica (escola.britannica.com.br). Não custa lembrar ainda que quando o assunto da busca é Educação, o site novaescola.org.br. é um grande aliado.
Fonte: Publicado em NOVA ESCOLA, MAIO DE 2011

O texto abaixo traz as informações resumidas. 
O MAPA DA PESQUISA CONFIÁVEL NA INTERNET
Guia rápido sobre o que, como e onde pesquisar na internet (adaptado da revista Nova Escola p. 84-87, maio 2011. Ed Abril)
1. Identifique a informação confiável
O autor está identificado? É especialista no tema?
Quando há relatos e testemunhos, os entrevistados tem nome e sobrenome ou estão escondidos sob a expressão “especialistas afirmam”?
Atente para a data de publicação. Revisões e novas descobertas podem invalidar explicações antigas.
2. Avalie a qualidade das opiniões.
Tente distinguir informação de opinião
Opiniões devem estar baseadas em argumentos e evidências
Tente perceber a intenção do autor. É ingênuo pensar, por exemplo que um fabricante de remédio trará opiniões imparciais sobre seus produtos.
Note se o autor se distancia das fontes com expressões como “de acordo com”.
Veja também se abre espaço para opiniões contrárias, contestações ou dúvidas sobre conclusões. Em questões polêmicas ou não completamente desvendadas isso é essencial.
3. Extraia o máximo da pesquisa.
No próprio Google clique em pesquisa avançada.. Ali você encontrará opções com todas as palavras digitadas, em determinado idioma, por tipo de arquivo (.pdf, .doc), etc.
4. Use a Wikipédia com sabedoria.
Pode ser utilizada como ponto INICIAL de uma pesquisa. Verbetes confiáveis devem conter referências de onde a informação foi retirada (revistas especializadas, periódicos científicos) indicados no fim da página como notas e referências”. CORRA ATRÁS dessas referências sempre que possível.
CUIDADO com as expressões: “Esta página ou seção não cita nenhuma fonte ou referência”; “artigo controverso” (para textos excessivamente parciais) ou ainda “ artigo pode conter informações desatualizadas”.
5. Recorra a bases e fontes reconhecidas.
Certifique-se que as informações estão na base de dados de uma universidade ou fazem parte de uma publicação acadêmica, o que significa que passaram pelo crivo de especialistas.
Alguns sites recomendados:
Portal de periódicos da Capes: http://www.periodicos.capes.gov.br/

21 de maio de 2011

Entomologia - entenda mais sobre esse assunto!



Na sexta série estamos lendo o livro " O escaravelho do diabo " de Lúcia Machado de Almeida. 

Trata-se de um livro de suspense e policial, em que a história gira em torno de assassinatos seguidos. As vítimas são todas ruivas legítimas, com a coloração capilar que lembra o fogo. Antes de morrer recebem um estranho pacote embrulhado, que contém dentro um escaravelho e que depois descobrem o nome científico que parece anunciar sua morte. Tudo começa com o assassinato de Hugo. Seu irmão Alberto, estudante de medicina, com a ajuda de Inspetor Pimentel e sub-inspetor Silva resolvem solucionar o mistério. Após o assassinato de seu irmão ocorrem diversos outros assassinatos também praticados pelo "inseto". Em uma de suas buscas pelo assassino de seu irmão e de outros ruivos da cidade Alberto conhece Verônica, uma simpática senhorita que vive na pensão de Cora O'Shea, a partir disto, Alberto se vê dividido entre solucionar o mistério da morte de seu irmão, ou conquistar o amor de Verônica.


Mas a pergunta agora é: será o assassino um entomólogo? Por que todas as vítimas recebem besouros?  Para os que já terminaram: pssshhhhhh!!!!!!! Segredo!


Enquanto isso, abaixo está um texto que encontrei na revista Ciência Hoje falando sobre entomologia. Vale a pena conferir!

Quando crescer, vou ser... entomólogo!
Entenda a formação e o cotidiano dos profissionais que estudam os insetos

Angelo tinha 16 anos quando sua tia o chamou e disse: "Vá procurar o professor Nilton dos Santos. Ele irá contar para você qual é o nome de cada uma das suas libélulas." O garoto, que possuía vários insetos desse tipo, fez o que a tia mandou. Cheio de medo, chegou perto do mestre, explicou o que queria e ouviu uma resposta inesperada: "Eu não vou dar nome de coisa nenhuma", disse o professor. "Você mesmo é que irá descobrir." Angelo, então, voltou para casa com um trabalho sobre libélulas embaixo do braço. Tinha a tarefa de identificar quais eram as espécies dos insetos que havia coletado. No dia seguinte, estava de volta para descobrir seus erros e acertos.
O tempo passou e o garoto que procurou um reconhecido pesquisador de libélulas para saber o nome dos insetos que tinha coletado se tornou professor! Hoje Angelo Machado dá aulas na Universidade Federal de Minas Gerais, é especialista em libélulas (claro!) e seu trabalho consiste, justamente, em identificá-las e classificá-las! "Desde criança, eu queria ser entomólogo, pois gostava de insetos e queria trabalhar com o que gostava", conta ele. Epa! Mas o que é um entomólogo?
O entomólogo é o profissional que estuda um tipo de bicho que a maioria das pessoas detesta: os insetos. Ele pode trabalhar com taxonomia, isto é, identificando e classificando esses animais, como faz o professor Angelo Machado, ou em outras áreas. O entomólogo Anthony Érico Guimarães, da Fundação Oswaldo Cruz, por exemplo, se dedica à entomologia médica, que estuda insetos que transmitem doenças ao homem. "Se uma doença está sendo transmitida por insetos em qualquer lugar do Brasil, nós, da Fiocruz, vamos até lá, os coletamos e identificamos a espécie que está transmitindo a moléstia", explica ele. "Então, definimos quais medidas de controle devem ser tomadas."
Bacana, não é? Mas, acredite: há outras áreas, tão interessantes quanto estas, em que o entomólogo pode atuar. Se quiser, esse profissional pode estudar insetos que transmitem doenças aos animais, as pragas da agricultura ou ainda a ecologia dos insetos. "Neste caso, o entomólogo analisa a relação do animal com o ambiente. Pesquisa onde ele vive, em que época do ano mais ocorre, se tem hábitos noturnos ou diurnos, onde põe ovos, do que se alimenta etc.", conta Anthony Érico Guimarães.
Se essa profissão lhe agrada em cheio e você já pensa em cursar faculdade de entomologia... Melhor mudar de planos! Não, não é para desistir da carreira! Só para buscar o curso certo! Faculdade de entomologia não existe! Para ser entomólogo, é preciso se formar, por exemplo, em biologia e, depois, se especializar em entomologia. Isto é, na parte da zoologia -- a ciência que estuda os animais -- dedicada aos insetos!

Mas caso você curse veterinária ou medicina ainda pode ser um entomólogo. O professor Angelo Machado, por exemplo, se formou em medicina, mas nunca exerceu a profissão. Por anos, deu aulas e estudou insetos como hobby. "Quando me aposentei, passei a estudar entomologia e hoje essa é a minha profissão. Fiquei sem hobby, então, virei escritor de livros infantis", conta ele, que publicou obras como A outra perna do Saci e O casamento da ararinha azul, mas ainda não dedicou um livro às libélulas. Pode?
Claro que isso não quer dizer que o trabalho como entomólogo não o ajude a escrever suas obras! Por conta das diversas viagens que fez pelo Brasil para coletar insetos, o professor teve contato com índios, seringueiros, mateiros. Resultado: conheceu a cultura indígena, mitos, crenças e transformou muito do que aprendeu nas suas andanças como entomólogo em história!
Não pense, porém, que o trabalho de campo é moleza. Para coletar insetos, o entomólogo segue para lugares distantes, enfrenta frio, chuva, falta de conforto e ainda corre o risco de voltar para casa sem ter achado o que buscava! "Por isso, esse profissional precisa ter gosto pela natureza, força de vontade e persistência. Além de curiosidade e vontade de aprender", explica Anthony Érico Guimarães. Para trabalhar com taxonomia, conta Angelo Machado, é importante ter boa memória -- inclusive visual -- e bons conhecimentos de língua estrangeira.
Mas o que fazer enquanto a hora de virar um entomólogo de verdade não chega? Uma dica é seguir a sugestão de Anthony Érico Guimarães. "Procure observar a natureza e não destruir os insetos. Por mais insignificante e repulsivo que eles possam parecer, fazem parte do meio ambiente e, certamente, sua retirada, se não for para estudo, pode causar danos a outros animais. Portanto, preserve."

Mara Figueira, 
Instituto Ciência Hoje/RJ

Fontes:

13 de abril de 2011

Stups, der kleine Osterhase

Rolf Zuckowski
Stups der kleine Osterhase
fiel andauernd auf die Nase
ganz egal wohin er lief
immer ging ihm etwas schief.

Neulich legte er die Eier
in die Schuhe von Frau Meier.
Früh am Morgen stand sie auf;
da nahm das Schicksal seinen Lauf:
Sie stieg in die Schuhe rein,
schrie noch einmal kurz "oh nein"
Als sie dann das Rührei sah
wusste sie gleich wer das war.

Stups der kleine Osterhase
fiel andauernd auf die Nase
ganz egal wohin er lief
immer ging ihm etwas schief.

In der Osterhasenschule
wippte er auf seinem Stuhle
mit dem Pinsel in der Hand,
weil er das so lustig fand.
Plötzlich ging die Sache schief,
als er nur noch „Hilfe" rief,
fiel der bunte Farbentopf
ganz genau auf seinen Kopf.

Stups der kleine Osterhase
fiel andauernd auf die Nase
ganz egal wohin er lief
immer ging ihm etwas schief.

Bei der Henne Tante Berta
traf das Schicksal ihn noch härter,
denn sie war ganz aufgeregt,
weil sie grad' ein Ei gelegt.
Stups, der viele Eier braucht
schlüpfte unter ihren Bauch.
Berta, um ihn zu behüten,
fing gleich an ihn auszubrüten.

Stups der kleine Osterhase
fiel andauernd auf die Nase
ganz egal wohin er lief
immer ging ihm etwas schief.


Paps, der Osterhasenvater,
hat genug von dem Theater
und er sagt mit ernstem Ton:
"Hör mal zu, mein lieber Sohn!
Deine kleinen Abenteuer
sind mir nicht mehr ganz geheuer"
Stups, der sagt "das weiß ich schon,
wie der Vater so der Sohn."

Stups der kleine Osterhase
fiel andauernd auf die Nase
ganz egal wohin er lief
immer ging ihm etwas schief.

Fonte:

Stups, der kleine Osterhase

Vídeos :
http://www.youtube.com/watch?v=bVozkMNTt0w

28 de março de 2011

Energia nuclear: riscos – e vantagens – das usinas atômicas

A energia nuclear é responsável por 16% da eletricidade consumida no mundo — e também por alguns dos piores pesadelos da humanidade. A concretização de um deles, o acidente na usina de Chernobyl, na Ucrânia, colocou o mundo em choque em 1986. Agora, o planeta novamente assiste com apreensão aos vazamentos nucleares no Japão, que tiveram início após o devastador terremoto que atingiu o país na última sexta-feira. As usinas nucleares são consideradas uma fonte de energia limpa porque emitem pouco carbono e, por isso, não contribuem para o aquecimento global – mas é impossível ignorar os riscos que elas representam aos países que as abrigam.
O acidente de Chernobyl, que se tornaria o maior desastre nuclear da história, ocorreu na madrugada do dia 26 de abril de 1986, durante um teste de rotina do reator número 4 da usina. Por um erro dos técnicos, o processo de reação nuclear em cadeia se descontrolou, aquecendo a água que deveria resfriar o reator. Seguiram-se uma explosão e um incêndio que durou dez dias, espalhando toneladas de material radioativo por uma área de 150.000 quilômetros quadrados.
O debate sobre a energia atômica é tão antigo quanto sua utilização. Em 1971, reportagem de VEJA relatava o debate sobre o tema nos Estados Unidos, país que recebeu sua primeira usina nuclear em 1957. O uso da tecnologia atômica em território americano ficava a cargo da Comissão de Energia Atômica (AEC), abolida em 1974. “Para os mais acesos de seus críticos, a AEC, que hoje planta instalações para gerar a energia, amanhã colherá crianças geneticamente doentes, cânceres e terra envenenada”, dizia o texto de VEJA. “Mas os defensores da energia nuclear veem os átomos por um lado diferente. ‘A chave para uma civilização avançada é um avançado padrão de vida’, diz Glenn F. Seaborg, presidente da AEC. ‘E a chave para isso é a energia’.”
As usinas nucleares chegaram ao Brasil na década de 70. A usina de Angra 1 fora comprada praticamente pronta, em 1969, da americana Westinghouse. O objetivo era que iniciasse o fornecimento comercial de energia elétrica em 1977, com um custo total de construção de 300 milhões de dólares. Porém, Angra 1 só entrou em funcionamento seis anos mais tarde, após ter consumido 1,8 bilhão de dólares. Em 2000, foi inaugurada a Angra 2, que levou mais de 20 anos para ser construída. Já a construção da usina nuclear Angra 3 sofre, há mais de trinta anos, de paralisia crônica. O Brasil perdeu muito dinheiro em Angra dos Reis. Com o capital gasto no projeto nuclear até aqui, seria possível construir cinco usinas nucleares, não apenas três.
A história recente do país evidencia o grau de amadorismo e fragilidade com que o Brasil trata um assunto tão delicado. Em 2004, uma fábrica de urânio em Resende, interior do Rio, vazou, atingiu quatro operadores – e tudo ficou na surdina. Mas o pior acidente nuclear em território brasileiro ocorreu em 1987, em Goiânia. Uma unidade de radioterapia abandonada nas ruínas do Instituto de Radioterapia, contendo uma cápsula de Césio, um poderoso elemento radioativo, foi destruída por catadores de papel. Quatro pessoas morreram vítimas da contaminação. E as autoridades brasileiras tentaram encobrir por todos os meios suas responsabilidades pela tragédia.
Como se nota na reação da comunidade internacional em relação à crise nuclear japonesa, acidentes em usinas fazem os países repensar o uso de energia atômica. Nos anos que se seguiram à tragédia de Chernobyl, a maior parte dos países desistiu ou abandonou seus projetos nucleares, principalmente em razão dos custos cada vez mais altos de construção ou da pressão dos ecologistas. Os Estados Unidos já haviam interrompido a construção de novos reatores desde 1979, quando ocorreu um superaquecimento do reator de Three Mile Island.
A tragédia no Japão ocorre justamente num momento de retomada dos investimentos em energia nuclear. Reportagem de VEJA de 2008 já mostrava como uma tecnologia vista até bem pouco tempo como sinistra passou a ser encarado, em muitos países, como uma esperança de energia limpa e barata. O renascimento da energia nuclear é explicado por uma conjunção de fatores. O primeiro é econômico. A disparada do preço do petróleo e do gás natural, que juntos respondem por 25% da eletricidade produzida no planeta, torna cada vez mais cara a energia obtida desses combustíveis fósseis. O segundo fator que impulsiona o renascimento da energia nuclear é o combate ao aquecimento global, uma causa que mobiliza governos e opinião pública.
A rigor, o único problema das usinas nucleares é o que fazer com o lixo atômico que produzem. Até agora não se tem uma solução prática para os rejeitos radioativos que não seja o armazenamento, o que ainda deixa boa parte da opinião pública desconfiada com a nova escalada na construção de reatores. Há esperança de que, no futuro, se descubra uma forma mais eficiente de descartar esse material ou reutilizá-lo. Novamente, porém, o futuro dos investimentos em energia nuclear volta a ficar incerto em boa parte do planeta.


PROTESTOS NA ALEMANHA - é interessante observar como as pessoas vão até as ruas protestar contra as usinas nucleares do país.
Veja os vídeos no You Tube:




Alemães vão às ruas protestar contra uso de energia atômica

Milhares de pessoas participaram neste sábado de manifestações na Alemanha contra o uso de energia nuclear, em meio à crise vivida pelo Japão devido ao risco de vazamento radioativo na usina de Fukushima Daiichi.
Pawel Kopczynski/Reuters
Pawel Kopczynski/Reuters
Cerca de 250 mil pessoas foram às ruas na Alemanha
Na capital alemã, Berlim, a multidão realizou um protesto junto à sede do Partido Democrata Cristão, da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel. Uma grande manifestação também foi realizada em Hamburgo, no norte do país, além de outras cidades.
Segundo o editor de assuntos europeus da BBC, Sam Wilson, a multidão em Berlim parecia não estar convencida das recentes declarações de Merkel no sentido de reavaliar o uso de energia nuclear.
Em 2010, a chanceler havia decidido estender a vida útil das usinas do país, mas a medida foi suspensa logo depois da crise em Fukushima, causada pelo terremoto de magnitude 9,0, seguido por um tsunami, que atingiu o Japão no último dia 11.


alterar tamanho da fonte
diminuir tamanho da fonte
aumentar tamanho da fonte
Dá para simplificar o sistema assim: o coração dessas usinas, o reator nuclear, usa a energia contida no interior do átomo para, simplesmente, ferver água. Daí para a frente, tudo funciona como em uma usina a vapor qualquer, movida a carvão ou petróleo: o vapor d’água gira uma turbina, que movimenta um gerador, produzindo energia elétrica. A primeira usina nuclear do mundo foi inaugurada em 1954, em Obininsk, na antiga União Soviética. Hoje, esse tipo de tecnologiafornece 17% da energia elétrica do mundo. Uma vantagem das usinas é que podem ser construídas em qualquer lugar – não dependem, por exemplo, de um rio, como as hidrelétricas. Além disso, o combustível que move as usinas nucleares – em geral, o urânio – é abundante e bastam alguns quilos para gerar uma energia equivalente à queima de um prédio de cinco andares cheio de gasolina. A principal desvantagem são os diversos tipos de resíduos e materiais radioativos que elas produzem.
Esse chamado "lixo nuclear" precisa ser armazenado cuidadosamente, pois oferece riscos de contaminação durante centenas de anos. Outro problema são os acidentes. Os casos mais conhecidos são os das usinas de Three Mile Island, nos Estados Unidos, em 1979, e de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986. "O tipo de reator usado no Brasil, nas usinas Angra I e Angra II, é o mais seguro de todos. Nunca se registrou nenhum acidente com ele", diz o engenheiro José Itacy Nunes, da Eletronuclear, empresa sediada no Rio de Janeiro que administra as usinas. Que continue assim!

Do urânio à energia elétrica

No reator de Angra II, a água radioativa é aquecida a 320 ºC

23 de março de 2011

Pesquisa revela que falar vários idiomas ajuda a ter boa memória

Quem fala três idiomas tem o triplo de chance de ser menos propenso a ter problemas cognitivos em comparação àqueles que são bilíngues
Um estudo realizado pelo Centro de Pesquisa em Saúde (Centre de Recherche Public de la Santé - CRP), de Luxemburgo, revelou que ter conhecimento sobre outros idiomas é bom para a memória.
Foram entrevistados 230 pessoas, entre homens e mulheres, com idade média de 73 anos, que falavam entre dois e sete idiomas. Dos participantes, somente 44 indicaram problemas cognitivos, o restante não tinha qualquer reclamação com relação à memória.
Para Débora Amador Queiroz, tutora do Portal Educação, a pesquisa é um incentivo ao aprendizado de novos idiomas.
— Quem nunca teve um branco na memória? Com o tempo, isso vai acontecendo com mais frequência, e as possibilidades de esquecermos fatos importantes no nosso futuro são gigantescas. O resultado é mais uma vantagem e de "hablar español" e "learn a good english" — defende.
Além disso, segundo a pesquisa, quem fala três idiomas tem o triplo de chance de ser menos propenso a ter problemas cognitivos em comparação àquelas que são bilíngues.


Pessoas que têm domínio de até dois idiomas são quatro vezes menos propensas a ter qualquer prejuízo em sua cognição.
PORTAL EDUCAÇÃO

Mais um motivo para você se increver nas oficinas de língua alemã oferecidas na escola!
Fale comigo! Inscreva se!
As oficinas ocorrem duas vezes por semana e custam somente 50,00 por mês!




16 de dezembro de 2010

Die Schulferien sind da!

As férias escolares estão aí! Com isso, alguns alunos das oficinas de língua alemã da escola
deixam seus recados para todos os seguidores do blog!

Kevin Pergher - F6A
Victoria Valez - F7A
Mariah - 2º ano A
Igor Quadros n- 2ºano A
Isabelle Diesel - 3ºano A
Carolina Aguiar - F5A
Thiago Xamuseti - F6A
Felipe Branco Antunes - F5C
Lorenzo Flores - 1ºano A
Vitoria Seldenreich - 2º ano A

Júlia Sant' Anna Horn - F5C

10 de dezembro de 2010

Programa da Celebração de Advento - CEM Pastor Dohms - Zona Sul

ADVENTO é tempo de muito VERDE.
Enquanto que no hemisfério norte o verde do pinheiro é símbolo de resistência e esperança, para nós pode ser, além de esperança, um sinal de renovação que já acontece. Na primavera, brotam das árvores novos galhos e novas folhas. É um sinal concreto de renovação. No Advento, usamos símbolos verdes que alimentam esperanças futuras, mas que também nos fazem ver a renovação que o Natal vai produzindo já hoje na vida das pessoas.

ADVENTO é tempo de ENCANTAMENTO.
Na primavera, a natureza encanta as pessoas com sua beleza, seu brilho, seus sons, suas cores e seu perfume. É uma estação encantadora porque provoca transformações. Os mais românticos dizem que é o tempo da brotação do amor.
O Advento nos encanta com os cantos natalinos, com suas cores, seus símbolos. É o tempo no qual Deus encanta a todos com sua forma de chegar ao mundo. Advento é tempo da brotação do amor. Advento é o tempo da primavera de Deus.
Ildemar Kanitz - S. Leopoldo/RS

Data: 13/12/2010
Início: 19h30min

1. Saudação da Diretora Tânia
2. Coral: Vem que está chegando o Natal
3. Mensagem - Pr. Leandro
    com encenação doPresépio - Educação Infantil + música "Anjinhos" 
4. Turmas F4A/B; F5A/C; F6A - Tannenbaum(Haidi/Cristina+Professoras Conselheiras)
5. Teatro: Lenda "O Pinheiro de Natal e Lutero"(Grupo de Teatro+Mônica)
6. Turmas F4A/B - O Pinheirinho de Natal+Pinheirinho Branco
7. Turmas: F3A/B - Anoiteceu
8. Turmas: F2A/B - Natal Branco
9. Turmas: F1A/B - Pinheirinho
10. Turmas da Ed. Infantil - Pinheirinhos de Alegria
11. Coral: Marcas do que se foi (canto com as lanternas na mão)
Saída para caminhada das velas e lanternas: Coral: O Pinheirinho de Natal+Profª Joana